Entrevista com o General de Brigada Paulo Chagas

"O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas mas, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas". Martin Luther King




O General de Brigada Paulo Chagas, "o Brasil quebrou antes da hora e os brasileiros se deram conta de que estavam sendo cozinhados como sapos em fogo brando".






Caros amigos e inimigos leitores,




Após alguns contatos com o Departamento de Comunicação Social do Clube Militar, Fui prontamente atendido para realizar a entrevista com o General de Brigada Paulo Chagas. 
O General atendeu meu pedido com muita generosidade, fala sobre a responsabilidade do PT na atual crise existente no Brasil. Explica a Intervenção Militar na entrevista. Aproveito a oportunidade para agradecer ao Clube Militar pelo contato e ao entrevistado pela sua disposição em conceder a entrevista, que considero importante. Foi ótimo entrevistar o General Paulo Chagas. Segue abaixo a íntegra de nosso bate-papo:







1- Opinião do Franco Barni: General,o Brasil enfrenta uma crise econômica séria para não dizer grave. Vemos também uma crise de valores éticos, morais  entre outros.  O PT em seu ponto de vista tem responsabilidade nesta crise? Qual é parcela de responsabilidade do PT? 

General Paulo Chagas:  Sim, tem plena e total responsabilidade. A corrupção é uma manifestação, um vício, da natureza humana. Adão e Eva foram expulsos do Paraiso porque se corromperam. O PT, no entanto, conseguiu exacerbar a corrupção ao ponto de institucionalizá-la em nome do seu projeto de poder. Quebrou o Brasil, desviando recursos públicos para comprar tudo e todos que fossem necessários para a conquista do poder e, junto com isto, encheu as contas bancarias de seus apaniguados com parte significativa do butim. O plano incluía, a qualquer custo, a permanência no governo por tempo suficiente para ter nas mãos, além do Executivo, o Judiciário que, ao longo do tempo seria completamente aparelhado, deixando para o entrementes a compra do sempre negociável Legislativo – vide o “Mensalão”. Com os três poderes nas mãos fariam do Brasil uma “Ditadura Democrática” onde as leis seriam feitas, ajustadas e aplicadas para os seus interesses, de modo a que ficassem no poder eternamente, sem ferir qualquer código legal. Felizmente, se é que podemos dizer assim, o Brasil quebrou antes da hora e os brasileiros se deram conta de que estavam sendo cozinhados como sapos em fogo brando!

2 -Op. do Franco Barni: Os brasileiros estão saindo às ruas pedindo a saída da presidente Dilma. O senhor acredita na saída da presidente? 

Gen. Paulo Chagas: Sim, acredito, porque isto é uma necessidade da Nação para superar a crise em que ela, Lula e o PT nos meteram. Não é possível pedir à raposa que reorganize o galinheiro que ela própria assaltou. Não tem lógica manter no poder, com encargo de solucionar a pior crise da história do Brasil, o mesmo time que, por irresponsabilidade e desonestidade, a criou.


3 - Op. do Franco Barni: Parte de brasileiros que pedem a saída do PT do governo pedem a intervenção militar. O senhor poderia explicar aos brasileiros se realmente é possível e se existe a Intervenção Militar Constitucional ?

General Paulo Chagas: O artigo 142 da CF prevê a intervenção para garantia da lei e da ordem, com a ressalva de que as FFAA só deverão ser empregadas neste mister se algum dos poderes constitucionais tomar a iniciativa de fazê-lo. Qualquer coisa diferente disso não é, no meu ponto de vista, constitucional. No entanto, se, enlouquecendo as ideias, imaginarmos uma situação de completa desordem e desmando, com risco de uma guerra interna, uma iniciativa das FFAA, para evitar um mal maior do que ela própria, no meu entendimento,  seria plenamente justificável. Os militares estão atentos a tudo que acontece no País, é seu dever fazê-lo, e, se esta situação “enlouquecida” a que me referi acontecer, eu estou convencido de que eles não hesitarão em tomar uma atitude.


 Quanto a Intervenção Militar o General diz: "O artigo 142 da CF prevê a intervenção para garantia da lei e da ordem, com a ressalva de que as FFAA só deverão ser empregadas neste mister se algum dos poderes constitucionais tomar a iniciativa de fazê-lo."



4 - Op. do Franco Barni:Recentemente, o Gen.Villas Boas disse o seguinte:  "Estamos vivendo situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, ética muito séria e com preocupação que, se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade", afirmou o General.  E que as forças armadas existem para defender à Constituição a lei e a ordem. Como os brasileiros devem entender estas declarações?

Gen. Paulo Chagas: O Comandante do Exército, como disse, está atento e bem informado sobre tudo que está a acontecer no Brasil e sobre todos os cenários possíveis para o futuro, face à crise criada pelo PT. Diz o ditado: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Se o Brasil está há tanto tempo em paz é porque as suas FFAA estão em condições de fazer frente às possíveis ameaças à paz. O Gen Villas Bôas está apenas alertando a Nação e, principalmente, as autoridades constituídas de que ele está atento e que para o bem de todos é melhor evitar que a solução dos problemas acabe por indicar o emprego preponderante do poder militar. Simples assim!




5 - Op. do Franco Barni: General Paulo Chagas, alguns movimentos sociais estão se dirigindo à capital do País, Brasília para protestar no próximo dia 15 de novembro. Segundo os líderes destes movimentos eles só sairão de lá quando todas as reivindicações forem atendidas. Como o senhor vê esta manifestação? O senhor vê risco risco de ter algum enfrentamento entre os manifestantes e as autoridades?

Gen. Paulo Chagas:Risco sempre há, mas entendo que este é um investimento que compensará o risco. Os movimentos de rua, como prefiro chamá-los, em todas as suas manifestações, demonstraram veemência na defesa e no anúncio das suas propostas, mas mantiveram-se dentro dos limites da urbanidade e do respeito à lei e à ordem, tanto assim foi que, aqui em Brasília, não hesitamos em levar nossos filhos e netos para as ruas. Assim, creio que, embora haja sempre o risco de algum descontrole, a pressão pretendida pelo organizadores da manifestação não inclui enfrentamentos com quem quer que seja. Acredito também que haja o risco de infiltração de malfeitores, contratados pelo PT ou por qualquer de seus aliados, com o objetivo de desvirtuar o movimento, o que deverá ser motivo de especial atenção dos organizadores e das forças de segurança.


6 - Op. do Franco Barni: Op. do Franco Barni:No meio do ano - se não me engano em Julho - o senhor foi alvo de agressão por parte de manifestantes por parte de militantes do PT.  Como o senhor encara esta truculência sem nenhum motivo?

Gen. Paulo Chagas: Como qualquer pessoa que acredita na importância da liberdade de expressão e nos benefícios do contraditório responsável, encaro a truculência como um absurdo inominável, no entanto, no caso em questão, embora tenha havido uma tentativa de impedir a minha entrada no Congresso, por parte de um grupo de manifestantes contratados pelo PC do B, a lesão (queimadura) que sofri foi devida à ação da polícia que, na investida para desengajar-me dos trancos e empurrões que estava sofrendo, acabou por acertar-me o rosto com um jato do gás de pimenta, evento natural em situações como aquela.



7 - Op. do Franco Barni: Como podemos tirar o Brasil da crise em seu ponto de vista? O senhor acredita que podemos ter a esperança de ter um Brasil sem PT? 
Gen. Paulo Chagas:Não só acredito como estou, como cidadão brasileiro, empenhado para que tenhamos, em breve, um Brasil sem PT. Não sou economista, mas entendo que, se fomos lesados e temos um enorme rombo nas contas públicas, por culpa da irresponsabilidade e da desonestidade do governo, o que tem que ser feito é tirar do poder os responsáveis, colocá-los na cadeia e, desde já ou em seguida, cortar gastos até que estes caibam no orçamento, em um planejamento racional que leve ao equacionamento do problema no mais curto prazo possível, o que pode significar alguns anos, para evitar que o País pare por completo. É o que eu, simplisticamente, faria se isto tivesse ocorrido nas minhas contas pessoais.



Quanto ao papel do cidadãono que se refere a politicos melhores, O General diz: "É preciso seriedade na escolha dos políticos, dos nossos representantes, aqueles que exercerão o poder em nosso nome. Os brasileiros precisam levar a política mais a sério e deixar de eleger sempre os mesmos profissionais da política, homens e mulheres que fazem leis pensando nos seus interesses pessoais e não nos da Nação"




8 -Op. do Franco Barni: Vejo muitos comentários a respeito de que o PT quer transformar o Brasil em país socialista.isto  Pode ser impedido?

Gen. Paulo Chagas:Isto já está sendo impedido. O povo brasileiro pode não saber com exatidão qual o caminho que quer ou precisa tomar, mas já sabe perfeitamente o que não quer, e o que não quer é o socialismo, com qualquer cara, particularmente a de bolivarianismo. Entendo que é tudo uma questão de tempo. A nossa justiça, cujo papel está em foco no momento, é muito lenta. O nosso Congresso é um ninho de picaretas, como já sabia o Lula quando resolveu comprá-lo, portanto, dar fim a esta experiência maldita levará algum tempo, mas vai chegar a um fim. Ainda há Juízes no Brasil como Sérgio Moro e políticos como Jair Bolsonaro!


9 - Op. do Franco Barni: General, qual o papel do cidadão para que existam políticos melhores e na saída do país da crise?

Gen. Paulo Chagas:O amadurecimento político se dá por ensaio e erro. Aprende-se muito com os erros e os brasileiros estão tendo a melhor das suas lições. É preciso seriedade na escolha dos políticos, dos nossos representantes, aqueles que exercerão o poder em nosso nome. Os brasileiros precisam levar a política mais a sério e deixar de eleger sempre os mesmos profissionais da política, homens e mulheres que fazem leis pensando nos seus interesses pessoais e não nos da Nação. A crise está a nos mostrar que não há atalhos para este amadurecimento e que a honestidade é o único caminho para a conquista do sucesso. Qualquer esperteza, falcatrua ou “pedalada” feita agora será cobrada mais adiante, com juros, é preciso saber disso e fazer a coisa certa. Vender o voto a um cafajeste é uma burrice inominável.


10 - Op. do Franco Barni: Op. do Franco Barni: O senhor acha que as urnas eletrônicas são confiáveis? 

Gen. Paulo Chagas:Esta é uma pergunta difícil de responder. Há muita gente dizendo que são fraudáveis. Eu não duvido, mas o que me intriga é que até hoje ninguém conseguiu provar. Sou totalmente a favor da complementação das urnas com a impressão do voto. O veto da Governanta Dilma ao projeto do Deputado Bolsonaro nos permite, com veemência, por em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas e nos induz a pressionar pela derrubada desse veto.





11 -Op. do Franco Barni:  General, infelizmente nosso bate papo está chegando ao fim, qual  a mensagem que o senhor gostaria de passar aos brasileiros?

 Gen. Paulo Chagas: Caro Franco, eu sou um otimista inveterado, amo o meu País ao ponto de ter jurado dar a minha vida por ele, portanto, a minha mensagem final, depois desta agradável oportunidade de dizer o que penso, não poderia ser outra que não uma mensagem de fé no futuro do Brasil, um futuro que só depende de nós, brasileiros, e que é o futuro dos nossos filhos e netos. Não podemos continuar a errar nas nossas escolhas, não podemos descurar das nossas responsabilidades de cidadãos. O brasileiro é irreverente mas não é burro – ou pelo menos não deveria ser -, assim, acredito que estejamos aprendendo a lição e que dela tiraremos bom proveito para fazer deste um país tão grande e próspero quanto o amor que temos por ele. Muito obrigado pela oportunidade.






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*Franco Barni (MTB 29.942)





*Franco é jornalista há 20 anos, foi colaborador Jornal Correio Mariliense,  escreveu no Jornal de Lins, foi colunista do Correio de Lins, Jornal da Moóca e Revista Tatuapé. Trabalhou na AgipLiquigás do Brasil como Assessor de Comunicação Social. Para conhecer meu currículo em detalhes, clique aqui










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